"(...) a arquitetura é um motor de mudança, uma promessa de boas coisas no futuro.
Há arquitetos que são sempre motivados pelo prazer existente no risco, o encanto da singularidade e da originalidade, até mesmo da contradição. (...) [arquitetos] Eles esperam que o maior número possível de pessoas se deixe cativar pela arquitetura e se enriqueça com a experiência tridimensional que esta pode produzir, às vezes pela atmosfera que as obras criam, às vezes até mesmo pela beleza. (...) entre todas as pessoas, os arquitetos cujos projetos eram considerados extremamente impraticáveis por razões técnicas, os mais brilhantes, os "enganadores", os engenheiros dos prédios mais importantes. (...) a arquitetura se beneficia com a digitalização do mundo mais do que apenas sob o ponto de vista técnico. (...) E maior se torna a demanda por autenticidade e originalidade - em resumo, a arquitetura que se destaca da uniformidade. Nada é mais importante do que a originalidade, todo mundo deve ter uma personalidade singular, e isso parece se aplicar tanto para pessoas, quanto para construções. (...) Se cada pequeno prédio de escritórios, piscina e fábrica tenta deseperadamente ser original, as cidades se transformarão em exibições de curiosidades. O afastamento das regras pode ser positivo apenas enquanto ainha haja regras pra se observar. (...) [arquitetos] Acreditam que o mundo pode ser mudado. Tudo que precisam é que o mundo também acredite nisso."
Trecho do livro "Entrevistas com Arquitetos", Hanno Rauterberg.



