quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Jardim Vertical


A falta de espaço e de tempo ou o mau jeito para cuidar das plantas fazem com que muitos deixem de lado o sonho de ter um jardom, embora sintam a necessidade do verde e da beleza que a natureza proporciona. União de design, funcionalidade e tecnologia.
Este tipo de jardinagem usa como plantas espécies epífitas, que requerem poucos nutrientes e uma pequena quantidade de água para se manterem e desenvolverem, pois elas conseguem retirar seus nutrientes até da atmosfera, e devido a sua baixa exigência, e lento crescimento, são ideais para este tipo de jardim. O jardim pode ser feito de vários tipos de plantas, misturadas ou não. Podem ser montados em paredes que estejam disponíveis, onde as plantas possam receber alguma luz natural, ou mesmo luz artificial.
"...uma a uma, vamos colocando as plantas, tomando a precaução de calcular como será o crescimento de cada planta e assim evitar que o crescimento de uma prejudique o desenvolvimento de outra menor, e também às vezes até usando a sombra da maior para favorecer ou proteger uma planta menor que não aceita muita luminosidade..."
Vantagens:
- Redução da poluição sonora (plantas funcionam como relevo acústico);
- Redução da temperatura ambiente;
- Redução da poluição visual (substituição do concreto pelo verde - evita pichações);
- Flexibilidade em áreas internas e externas;
- Conforto psicológico;
- Redução da poluição do ar;
- Fácil manutenção;
- Desenvolvido dentro do conceito de baixo impacto ambiental.

http://diasadois.wordpress.com/
http://todaperfeita.com.br/
http://www.quadrovivo.com/












"Todo ambiente deve ter uma surpresa. Quando você está no hall ou no quarto do hotel e você abre a gaveta e lá tem uma cor viva. Faça o espaço funcionar para você."
Thom Filicia, designer do programa Minha Casa, Meu Estilo Discovery Home&Helth

"Nem sempre o que uma pessoa diz que quer é o que ela quer. Então você não tem que ouvir o que ela diz pra você, [eu quero isso]. Olha para ela, perceba quem é essa pessoa, talvez aí você descubra o que ela quer e ela nem saiba o que ela quer."
Viviane Mosé, filósofa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Memorial descritivo - projeto conceitual

A idéia inicial do projeto é a proposta de um edifício comercial com um volume diferenciado, que despertasse interesse de todos não apenas pelo contexto em que se insere, mas também pelo primeiro contato visual, agregando a este contato a curiosidade, a sensação antecipada de bem estar quando inserido naquele meio urbano. Surge então uma proposta volumétrica com foco na horizontalidade, fugindo da massificação da verticalidade atual, embora esta seja uma grande tendência devido a diversas potencialidades e mudanças de vida e hábitos das pessoas. Trata-se de um edifício que busca a conciliação de tecnologias de ponta aplicadas a funcionalidade, mesclando o domínio público e privado com qualidade, atribuindo-o diversas funçõs, unindo todos os usos - ou a maior parte possível.


Croqui inicial






Sua forma trapezoidal na vista superior traduz uma adequação a forma irregular do terreno, buscando uma otimização dos espaços e uma adequação aos afastamentos. A disposição das formas e cores faz contraponto à rigidez da forma geométrica, trabalhando as cores como forma de descontração, e proporcionando distintas sensações psicológicas e emocionais aos usuários, sejam estes de passagem, de permanência, ou de observação. Tais disposições de volumes trazem uma irregularidade de formas, de dimensões, proporcionando fachadas distintas, o que cria no observador uma curiosidade na visualização de todos os ângulos, explorando todos os visuais. Salas com tamanhos distintos são possíveis pela sua forma irregular, e pelos volumes agregados à fachada, elevando a especulação do mercado imobiliário, além de dar ao usuário um visual único para cada local, gerando sensações distintas.



A colocação de dois volumes de tamanhos distintos foi intencional, já que o usuário, quando estiver visualizando em grande parte dos angulos, não irá ver o volume do estacionamento, que fica escondido pelo primeiro volume e dá uma continuidade na fachada do edifício.


Possíveis visuais:




O paisagismo foi projetado como fator de complemento à atração gerada pelos edifícios, com um percurso agradável, seguro, funcional e esteticamente bonito. Faz-se referência, tanto no paisagismo quanto nos volumes sobrepostos nas fachadas, ao abstracionismo geométrico do pintor Piet Modrian (1872-1944).

Inspirações:





Bolas brancas = árvores integrantes ao paisagismo. Não são mobiliários urbanos de iluminação rs


O jardim vertical foi aplicado nas empenas é produto da otimização dos espaços, e da necessidade de estar em contato com a natureza, reduzindo também o impacto visual resultante da configuração formal e da distribuição de sua massa, além da sensação de tranquilidade, de bem estar. A vantagem da inclusão desde jardim no projeto é que a manutenção do mesmo é bem reduzida, e que as plantas - epífitas, requerem poucos nutrientes e uma pequena quantidade de água para se desenvolverem.

Inspiração:






Os acessos dos usuários foram fragmentados para evitar o surgimento de pontos críticos de segurança e para acrescentar uma fluidez no fluxo dos mesmos, separando assim o acesso de pedestres e automóveis. O acesso aos estacionamento ficou numa localização estratégica, gerarando uma gentileza urbana. As vagas do mesmo buscam atender tanto aos usuários do edifício em si, mas também aos usuários da futura sede do Fórum, e também da UVV. O fluxo de pessoas ficou bem distribuido, levando o mesmo a uma contemplação do espaço, e que este possa perceber a coesão entre paisagismo e edifício, além dos recursos em fazer uma ligação ao solo diferenciada, quebrando a monotonia dos edifícios geométricos massificados, e proporcionando tambpem a sensação de um espaço único, seguro, esteticamente bonito e extremamente funcional.








Possíveis visuais:



Por Tiago L. Altoé

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mais um exemplo de edifício com fachada integrada em estética e funcionalidade...

Prada Aoyama Epicenter
Tóquio/Japão
Herzon & de Meuron, Takenaka Corporation (Arquitetos associados)
"A forma do edifício é muito influenciada pelo angulo de incidência do perfil local. (...) O carater ambivalente, sempre em mutação e oscilante de identidade do edifício é realçado pelo efeito escultórico da sua estrutura com superfície envidraçada. A grelha de forma rombóide está revestida em todos oa lados com uma combinação de painéis de vidro convexos, côncavos e planos. Estas diferentes geometrias criam reflexos facetados, que permitem que quem observe, tanto do interior quanto do exterior do edifício, veja as imagens em constante mudança e perspectivas quase cinematográficas dos produtos Prada. As paredes de vidro não são constituídas pela tradicional forma de cortina transparente, mas por uma cobertura estrutural transparente. O exterior e o interior fundem-se graças a estrutura envidraçada, numa unica paisagem arquitetônica de criatividade e movimento."
Trecho do livro "Edificios Espectaculares", Evergreen Press.






Fachadas
Imponente, sutil, elegante, arrojada, clássica, moderna, ou futurista, qualquer que seja o seu estilo, cor ou tamanho, a fachada é o primeiro impacto que o observador recebe antes de entrar no edifício. A fachada interage ao espaço urbano, modificando e enriquecendo a paisagem das cidades, sustentada pelo avanço tecnológico da indústria de materiais de construção.
Não há dúvidas de que um ambiente bonito, funcional e confortável favorece o bom desenvolvimento do trabalho dos funcionários de uma loja e estimula as compras por parte dos clientes. Isso demonstra a preocupação do empreendedor com os detalhes e com certeza, em um mundo altamente competitivo, são os detalhes que fazem a diferença. Daí a importancia de uma arquitetura que tenha uma boa apresentação naquela sua parte que pode ser considerada um verdadeiro cartão de visitas: a fachada. Sendo a fachada a primeira referencia física da loja para o publico, pode fazer realmente a diferença e transofmrar um pedestre, um motorista ou um passageiro, efetivamente, em um cliente. Esta é a palavra chave quando se fala de fachadas de um edifício: comunicação.
Atuando como uma pele que reveste o esqueleto estrutural - seja este de aço ou concreto - placas de alumínio composto, vidros especiais, policarbonato, Lãminas moldáveis, chapas de aço ou painéis pré-moldados vem substituindo o uso do concreto aparente, conferindo as fachadas soluções que aliam alta tecnologia, facildade de montagem e manutenção, apurando controle termo-acústico, leveza, alta resistência e durabilidade.
Uma fachada eficiente está atrelada à sua capacidade de reduzir impactos ambientais no funcionamento do empreendimento como um todo e, em sua própria construção.
Não existe uma padronização nem solução ideal para uma fachada ser considerada eficiente. A envoltória deve ter a função básica de proteger o interior da casa ou edifício. Para tanto deve apresentar alta estanqueidade à água, poeira e ruídos, aliada também à rigidez do material utilizado na fachada, a durabilidade e o baixo custo de manutenção. Em um segundo momento, deve ser exigido da fachada o fornecimento de luz, calor e ventilação.
O tipo da fachada utilizado deve permitir que haja passagem de liz suficiente para garantir iluminação natural ao ambiente, garantindo conforto visual de forma a otimizar o consumo de energia para a iluminação artificial e também otimizar o consumo de energia na climatização do ambiente em se tratando da quatidade de caor que passa de fora para dentro.
A primeira idéia que deve ser passada de imediato é a de cuidado, asseio e limpeza. Não adianta criar uma bela fachada se não for realizada uma manutenção adequada, que muitas vezes não vai além de água e sabão. Ou seja, para combater aquele indesejável depósito de poeira ou fuligem que tanto prejudica a leitura correta dos elementos da fachada e para mostrar que o empreendedor trata com carinho seu negócio, a fachada deve ser mantida sempre limpa e bem conservada. É indispensável que os elemtnos da fachada sejam de fácil manutenção e que o acesso a eles seja prático. Deve-se evitar uma poluição visual excessiva que prejudique a leitura por parte do público pelo excesso de informações, u que transmitam uma idéia de bagunça, desorganização.
Outro elemento importante são os materiais de revestimento. A escolha correta dos materiais pode enriquecer visualmente a fachada transmitindo diversas idéias. Materiais nobres como pedras, alumínio, vidros especiais tendem a valorizar o projeto. Entretanto, materiais simples, como pintura podem também causar boa impressão desde que utilizados com critério, buscando harmonia com o conjunto e mantidos sempre bem conservados. O que não funciona, por exemplo, é escolher materiais caros, sofisticados, mas que não combinem entre si. Ou que pela falta de manutenção adquiram rapidamente um aspecto de desleixo e decadência. É importante, em todos os casos, manter em mente o público-alvo a quem se destina o estabelecimento. Como exemplos, um excesso de materiais nobres pode causar a impressão da prática de preços altos em um bairro periférico e baixa renda, enquanto um acabamento excessivamente simples pode comprometer o visual de estabelecimentos instalados em regiões de maior poder aquisitivo da cidade. Deve-se dar preferência aos materiais mais resistentes, duráveis, que não acumulem poeira e que sejam de fácil manutençã. Os materiais perto dos olhos do público e dos clientes também devem receber um melhor acabamento, enquanto aqueles vistos apenas à distancia podem ter um acabamento mais simplificado.
Ao projetar, todos os fatores que concorrem para a construção de uma fachada bonita e eficiente podem ser estudados e harmonizados antes da execução, garantindo um melhor resultado final.
Arquiteto Alexandre Barbosa Camara

Segue a seguir uma fachada bem interessante... e aparentemente funcional também...



Louis Vuitton - Tóquio/Japão

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Qual a importância da arborização urbana?

Agostinho Batista de Freitas - Estrada - 1979

"Houve tempos em que era de praxe o passeio ao final da tarde, pelas veredas das cidades, para a observação das árvores e dos arbustos em pleno florescimento. Homens e mulheres sabiam, muitas vezes empiricamente, quando a paineira dava flores, quando o ingá gerada seus doces frutos, ou quando as primaveras e outras espécies comuns em nossas cidades sofriam alguma ransformação em seus ciclos de vida. Muitas goiabeiras foram palco para as mais diversas brincadeiras infantis. E, convenhamos, quem não subiu em alguma árvore, por menor que tenha sido, para apanhar amoras, abacates, ou as referidas goiabas repletas de bicadas de pássaros? Nossas avós talvez relembrem aqueles dias em que sentir o aroma de flores constituia fato normal na vida de qualquer cidadão.
Os tempos agora são muito diferentes. Essas atividades, hoje desconhecidas da maioria dos habitantes das grandes cidades, revellam, na verdade, algo que transcende simplesmente o senso comum e a observação empírica. A arborização de praças, parques públicos e ruas é algo necessário e de extrema importancia para a sobrevivência de vários animais e outras espécies vegetais, que usam a cidade como habitat natural ou como rota durante a imigração. Em ecologia, cunhou-se o termo 'floresta urbana', ou seja, o conjunto de árvores e arbustos que compõem a área verde das cidades, em meio ao trânsito, aos postes de luz e às casas. Mais que uma mera fonte de prazer e atividade lúdica, a arborização de ruas e outras áreas comuns das cidades é um gerador de alimento para diversas espécies de animais - cuja dieta depende dos frutos e do néctar de inúmeras árvores nativas, além das inúmeras espécies que foram sendo intoduzidas ao nosso país por tantos anos (as chamadas espécies exóticas, em oposição às espécies nativas). Várias cidades brasileiras possuem espécies quem mantém as tuas floridas praticamente o ano todo. (...)
Muitas pessoas reclamam junto ao poder municipal ou órgão responsável pela manutenção das áreas verdes quando certa árvore danifica as calçadas, ou quando as folhas e as flores de certas espécies arbóreas sujam o quintal, a varanda e a churrasqueira que acabou de ser limpa. (...) É verdade que muitas plantas podem causar transtornos sociais. Tanto espécies nativas quanto exóticas podem trazer problemas para as instalações de uma cidade. O sistema das raízes, ou crescimento exagerado dos ramos ou o tamanho e dureza dos frutos, sem contar outras características particulares das espécies vegetais, podem constituir problemas sérios que as autoridades e as equipes que realizam a arborização das vias públicas não estudam previamente, antes da execução de projetos de arborização. (...) Embora a lista de "desvantagens" da arborização possa ser grande, e talvez equivalente aos pontos vantajosos, boa parte dos estudiosos do assunto adverte para algo muito simples: o conhecimento acerca da biologia vegetativa e repordutiva das árvores, sejam elas nativas ou introduzidas, eliminaria quase que a totalidade dos problemas causados pelas espécies em questão, já que as informações serviriam como um plano-diretor de planejamento paisagístico e florístico nas cidades. Características gerais como preferência por ambientes, rusticidade, desenvolvimento de raízes e ramificação da copa, valor paisagístico e resistência a pragas e moléstias são parâmetros que podem ser analisados e avaliados quando da escolha pelas espécies que definitivamente farão parte da floresta urbana e, consequentemente, acompanhar a dinâmica da cidade por várias décadas.
Por maiores que sejam as reclamações dos munícipes acerca dos estragos de certas árvores, ou da "sujeira" que as mesmas possam causar sobre seus carros e quintais, e inegável a sensação de bem-estar que uma rua arborizada traz quando comparada a outra totalmente desprovida de vegetação. Quem já passou por cidades cuja floresta urbana é muito bem tratada, como Maringá ou Campinas, por exemplo, não pode negar a importância das árvores e arbustos como cobertura vegetal das vias públicas. Cabe a população, junto aos órgãos públicos responsáveis, o planejamento e a manutenção das espécies vegetais implantadas na arborização pública, que se preza tanto a um simples "olhar as flores abrindo" quanto a um sofisticado bird-watching vespertino, como binóculos e equipamento de gravação."

Nota:
A expressão bird-watching (literalmente "observação de pássaros") pode ser referida tanto a pesquisadores quanto ao público leigo interessado em estudar, ver e acompanhar o comportamento de pássaros que visitam as árvores e demais espécies, em suas matas nativas ou na floresta urbana.

Fernando Santiago dos Santos
Doutorado em educação pela USP, mestre em História da Ciência pela PUC-SP, bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela Unicamp, tradutor, intérprete, professor e diretor de educação ambiental da RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) Rizzieri/Fundação Pró-Verde (São Sebastião, SP).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Mais uma implantação... modificações necessárias para a continuidade do projeto... e ainda não é a definitiva rs
Funcionalidade e estética em divergência rs Na dúvida, opte pelas duas!!

Breves considerações...

História do paisagismo no Brasil...
"A mais antiga manifestação do paisagismo no Brasil oorreu na primeira metade do século XVII em Pernambuco, por obra de Maurício de Nassau, durante a invasão holandesa, da qual uma grande quantidade de laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantatos e raros desenhos pouco nítidos de Franz Post. A história documentada iniciou-se com a chegada de Dom João VI, em 1807, destinou ao jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para a produção de carvão, materia prima para a fabricação da pólvora.
Em 1809 Dom João VI invadiu a Guiana Francesa. Como despojos dessa guerra, chegaram ao Brasil espécies frutíferas como: abacateiro, caramboleira, jambeiro, tamarindeiro, jaqueira, etc.
Muitas espécies frutíferas foram trazidas pelos cônsules e embaixadores, influenciados por suas mulheres. Alguns exemplos: copos-de-leite dálias, dracenas, hibiscos, jasmins, lírio, margaridas, rosas, alamandas, begônias, onze-horas, etc. A palmeira imperial originaria da Venezuela e Colômbia chegou ao Brasil trazido pelos portugueses.
Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov, que pela primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo. Começava o uso de: pau-ferro, cássias, cedro, oiti, ipês e outros. O efeito urbanístico do Rio de Janeiro espalhou-se por outros estados, porém, pela falta de técnicos especializados, nem sempre com um estilo coerente e bom gosto. Assim até hoje sobrevivem alguns arbustos tasados de diversas formas. Outros erros foram cometidos, como o plantio de jaqueiras, coqueiros e figueiras em praças públicas. Sem cotar o uso de flamboyant na arborização de ruas.

Praças e sua importância...
A praça é o espaço livre urbano com área e condições adequadas de aproveitamento pelos grupos de população que dela se servem. A praça é tradicionalmente o local de encontro com funções de lazer, recreação, atividades da vida comunitária, bem como servem também de palco para encontros líricos.
A praça é definida especialmente pela vegetação e outros elementos construídos. Além da função ambiental, a vegetação nos lembra do natural ou rural. Em certas praças inexiste qualquer tipo de árvores ou jardins e nelas o importante é o espaço gerado pela arquitetura e são relações entre volumes do construído e do vazio que dão ao conjunto a escala humana.
Em oposição a este tipo de praça, temos os jardins públicos fechados por grades ou cercas e que os ingleses chamam de "Square" que é um jardim públio rodeado de imóveis. è um exemplo típico de praça de amenização.
São inúmeros os benefícios trazidos pelas praças distribuídas ao longo de uma cidade. A vegetação urbana desemepenha funções importantes nas cidades, principalmente quanto a três aspectos. Do ponto de vista fisiológico, melhora o ambiente urbano através da capacidade de produzir sombra; filtra ruídos, amenizando a poluição sonora; melhora a qualidade de vida do ar, sumentando o teor de oxigênio e umidade, absorvendo o gás carbônico; ameniza a temperatura. Do ponto de vista estético, contribui através das qualidades plásticas (cor, forma, textura) de cada parte visível de seus componentes. É a vegetação guarnecendo e moldurando ruas, avenidas, parques, praças, contribuídos para reduzir o efeito agressivo das construções que dominam a paisagem urbana devido a sua capacidade de interagir os vários componentes do sistema. Por ultimo, embora difícil de quantificar a respeito do aspecto psicológico, com a satisfação que o homem sente ao contato com a vegetação e com o ambiente que ele cria.

Autor: Edglay Lima Barbosa. Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba.